RESENHA: A LIBÉLULA NO ÂMBAR

ATENÇÃO, CONTÉM SPOILERS! LEIA POR SUA CONTA E RISCO.                  Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo... E sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII.
O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e de todos que dependem deste futuro?                                                                                      Editora: Saída de Emergência | Autora: Diana Gabaldon | Nota: ★★★★
 AE. Voltei! Dessa vez pra não perder o costume amado, com resenha de livro. 
A de hoje é A Libélula no Âmbar, segundo volume da minha MAIS QUE AMADA série Outlander ? Recebi da parceria com a Editora Saída de Emergência ano passado ou no final de 2014 eu acho (SIM, SHAME ON ME), mas só fui conseguir lê-lo ano passado e continuando esse ano porque tinha outros na frente e meu volume de leitura tem andado bem uó.

Então, a primeira coisa que posso falar do livro é a grossura. É um calhamaço de 937 páginas. Isso não me desanimou porque já li um de 1039, Xogum, foi o meu recorde. 

Vimos que no final do primeiro volume de Outlander, A Viajante do Tempo, depois de tanta reviravolta e treta e perseguição, Claire e Jaime conseguem fugir da Escócia. A revelação do desastre iminente do Levante Jacobita já começa a deixar a leitora aqui louca ainda no primeiro livro. E aí você começa a leitura achando que vai se deparar com o começo da treta toda em Paris. Mas na verdade na própria sinopse do livro você já toma um MEGA SPOILER, uma bomba no meio da cara: CLAIRE VOLTOU PARA A ÉPOCA DELA, NÃO SE SABE COMO NEM PORQUÊ, SE PASSARAM VINTE ANOS, ELA TEM UMA FILHA E QUER CONTAR TODA A VERDADE A ELA. 


Com essa bomba toda eu já fiquei MUITO chocada porque não se sabe absolutamente NADA das circunstâncias que fizeram Claire voltar. Mas ela quer contar à filha, Brianna, a verdade sobre sua origem. Pra isso vai com ela à Escócia e é auxiliada por Roger, o filho adotivo do Reverendo Wakefield, lembram? Pois é, depois de vinte anos ele cresceu e também vai ouvir toda a história mirabolante de Claire. Não sem antes visitarem certos locais históricos, cujas cenas ACABAM COM NOSSO CORAÇÃO, TO FALANO SÉRIO GENTE. FIQUEI MUITO MAL, NOSSA, A VONTADE É SENTAR NO CHÃO E CHORAR. 

E aí, depois de um começo meio lento, ela começa a revelar tudo que ficou guardando por duas décadas. Começando de onde tínhamos parado no livro anterior, que é justamente a chegada dela e de Jamie à França. Diana Gabaldon, como sempre, é maravilhosa nas descrições, nas ambientações, nos detalhes, em TUDO, e nos faz sentir como se realmente estivéssemos ali. Além do quê, a escrita dela é uma delícia. A corte francesa e a vida em Paris são muito diferentes da Escócia que vimos no primeiro livro, e Claire e Jamie passam por muitos momentos curiosos e engraçados. Mas lembrando, a intenção deles ao ir para Paris é a de sondar a rebelião jacobita e quem sabe, tentar frustrar os planos do mimado príncipe Charles de algum modo, se relacionando com a corte parisiense, com outros nobres e entrando no comércio de vinhos de um primo de Jamie que já mora lá, Jared. 


Ao longo do livro, eles vão conseguindo essa aproximação e mais informações super importantes, assim como novos personagens são introduzidos, alguns do primeiro livro reaparecem e tal. O único problema é que essa parte de Paris se delonga um pouco, às vezes Diana demora muito com detalhes nem sempre tão relevantes e acho que isso contribuiu bem para o tamanho do livro. Essa é minha ÚNICA crítica, porque como no primeiro ela consegue te deixar muito envolvida na leitura, unindo os acontecimentos e tal. Além disso, tem outras coisas que gostamos que reaparecem, como TRETAS e antigos desafetos dos dois, várias surpresas que te fazem cair o queixo, MAIS TRETA e cenas hots! HAHAHA :p Coisa que a dona Diana sabe escrever muito bem aliás. 

Depois de muito tempo em Paris, a história evolui e Jamie e Claire voltam à Escócia acompanhando a rebelião jacobita, que pelo jeito, vai mesmo acontecer. E aí vem uma parte mais legal, que trata muito da política toda, das coisas de guerra, da logística, preparações e tudo mais, isso tudo sem chegar perto de ser massante. Diana é mesmo uma escritora incrível! :) E falando em incrível, Claire continua sendo uma protagonista feminina badass, que dá gosto de ler! Jamie continua sendo o mesmo besta em certos momentos hahaha, mas o humor de certas cenas dos dois juntos, por exemplo, é muito bem construído, e a narração em primeira pessoa de Claire continua com suas passagens irônicas e muito bem humoradas de certa forma, impossível não rir e admirar a ela e sua presença de espírito. 


E então, 1745, a guerra chega, Claire vai contando os relatos de Jamie e NOSSA, é muita desgraça. Eu mesmo gostando muito de história, principalmente da Bretanha e Escócia, sequer fazia muita idéia do que foi o Levante Jacobita, e mesmo que soubesse, não saberia com essa riqueza de detalhes que só lendo Outlander conseguimos ter. É tudo muito impactante e entristecedor, só consegui ficar pensando se esse imbecil do Charles tivesse desistido, quantas vidas teriam sido poupadas, quanto sofrimento evitado e quanto sangue teria deixado de ser derramado. Além de uma cultura inteira que não teria sido extirpada como foi a das Highlands, seus clãs, tartãns, kilts e tudo mais. É revoltante saber que até o uso dos kilts foi proibido após a Escócia ter sido massacrada pela Inglaterra. 

E CLARO que a guerra só poderia trazer complicações pra Claire e Jamie né? Não tinha como não dar merda. E ainda por cima, Jamie acha que Claire está grávida, e acaba acertando. E aí gente, a reta final do livro é um absurdo. Eu não quero contar aqui o que acontece mas NOSSA, NOSSA, NOSSA. Eu chorei, eu me acabei, EU FIQUEI MUITO MAL.
O problema é que, não satisfeita com o nosso sofrimento, Diana quer MAIS choro, gritos e ranger de dentes. Depois que Claire termina de contar como voltou à sua época, tem MUITO mais treta por vir. A história não acaba, certas personagens mortas (e aqui eu uso o feminino porque a palavra É no feminino, gemt) dão um jeito de "assombrar" a história de certa forma, o que achei bem legal porque no primeiro livro essa personagem específica me deixou bem curiosa e impressionada. 
E aí ligado a isso, Claire e Roger continuam com as pesquisas pra saber o que ocorreu realmente após a batalha de Culloden, onde todos foram massacrados. E AÍ É QUE ACONTECE UMA COISA QUE GENTE, FINAL DO LIVRO, ÚLTIMA PÁGINA, QUIS LARGAR E SAIR CORRENDO SEM RUMO PQ SINCERAMENTE. É MUITA LOUCURA E PLOT-TWIST, NÃO SOU OBRIGADA.


Só sei que a relativa encheção de linguiça da Diana com esse volume não é NADA perto da continuação incrível da história que temos aqui. Simplesmente Outlander É VIDA, É AMOR, ESCÓCIA, JAMIE, CLAIRE ESSIDOIS. Desde A Maldição do Tigre eu não lia uma série TÃO boa, então se você ainda não leu Outlander, infeliz, vá fazer algo útil com a sua vida e LEIA. LEIA LOGO, MONAMUR.

E ah, a título de informação, agora quem publicará Outlander não vai ser mais a Editora Saída de Emergência e sim a Arqueiro, que englobou a maioria das séries que eram publicadas pela SdE. Uma pena, porque sei da parceria das duas editoras, já que a SdE é originalmente portuguesa e veio pra cá através da Arqueiro, e se não fosse ter vindo pra cá, dificilmente eu teria acesso à essas edições maravilhosas de Outlander. 

E ah, sabe quem também é outra surtada com Outlander? Minha vó! Isso mesmo, ela é outra rata literária que nem eu, e quando terminei o primeiro livro sabia que ela amaria a história. Dei pra ela ler, ela devorou tudo, virou sassenach e leu o MEU A Libélula no Âmbar ANTES de mim, pode isso produção?! Eu nem tinha pegado o Libélula ainda, ela terminou, comprou o terceiro parte I e II, tá atualmente devorando o quarto e anos-luz na minha frente com a história! Daí ela fica me falando que acontece tanta coisa chocante que eu nem imagino e tal, mas eu sei que ainda vai demorar pra eu ler o terceiro parte I porque tenho outros livros na frente, poxa vó! >:( Hahahaha. 

Beijos! :*

RESENHA: BATONS LÍQUIDOS MATTE MAXLOVE


Olá mortais que lêem o blog (na verdade tô sendo otimista falando no plural, se tiver UMA PEÇOUA que lê isso aqui nas atuais condições de abandono em que ele se encontra, já é muito).
Bom, o post de hoje não é sobre livros, nem livros que eu quero, nem sobre séries ou filmes, é sobre MAQUIÁGI. Assunto que aparece pouco aqui no blog, apesar de eu gostar muito (leia-se: não me acho "maquiadora", só faço bem a maquiagem em mim e olhe lá, nem pra tutoriais devo prestar hahaha).

Vou falar sobre os batons líquidos matte da Maxlove, nas cores Vegas e Brun. É a primeira sobre maquiagem, e primeira de muitas sobre isso que pretendo fazer aqui! :D

Esses batons eu comprei numa loja de cosméticos aqui na minha cidade, foram R$14,90 na época, eu acho. Já vi vendendo por menos mas aqui é tudo uma facada. Eu já tinha dois batons líquidos da marca comprados anteriormente lá também, o Boca e o Jaboticaba. Acontece que o Boca acho que perdeu a cor original, porque cismei de misturar um tiquinho de marrom e vermelho nele, e a embalagem já descascou toda, nem ia ficar legal fotografar. Podia ter feito quando comprei né, mas na época acho que não pensava muito em falar de maquiagem aqui. 
E o Jaboticaba deu um ressecamento LOUCO nele que hoje só funciona se eu der o truque do banho-maria, botando num potinho com água bem quente embaixo por uns minutos pra amolecer, só assim consigo usar. Realmente não sei o que houve, se foi por conta do pigmento escuro, porque foi o único da marca que ficou assim. Mesmo assim é uma cor muito bonita, tipo o Sapatilha da Dailus (que eu não tenho). 


(Sobre as fotos com o "cenário" diferente: tirei de um jeito e depois de outro e coloquei dos dois jeitos porque não consegui escolher, sou louca, bjs)
Bom, agora sobre os batons num geral, eles são bons e com ótimo custo-benefício. O pincelzinho é aquele típico de batons líquidos. A consistência é quase como uma mousse, não é líquido como os da Quem Disse Berenice e Tracta (que ganharão resenhas futuras) e nem grosso como os da Dailus (que vai ganhar uma também), então o acabamento na boca fica muito melhor que esse da Dailus por exemplo, que deixa a aparência muito seca. 
Ele leva menos de 1 minuto pra secar totalmente, nunca medi, e depois que seca, fica matte SIM. Já vi muita gente reclamando que ele não fica, deve ser problema com lotes específicos do produto, porque todos que eu tenho ficam sequinhos (lembrando o Jaboticaba que secou até demais hahaha).    
Depois que secam na boca, porém, não ficam com aquela textura hiper seca craquelenta e ruim que incomoda na boca, como, de novo, os da Dailus. Os da Maxlove ficam com um toque aveludado, que é muito mais confortável. 
Claro que isso influi um pouco em transferir e na duração, mas nada absurdo, se você comer, ainda mais sem cuidado, ele vai acabar saindo no centro da boca, como todo batom líquido. 
Agora sem comer ou indo com bastante cuidado dura tranquilo. Não cheguei a fazer um teste cronometrado nem nada, mas imagino que dure horas pelo que eu uso do Boca quando vou sair durante o dia, por exemplo, e não como nada. 

E ah, as cores são especiais, muito bonitas mesmo. O Brun é um marrom chocolate com um tom um pouquinho frio e tem uma cintilância que fica quase imperceptível na boca, só se enxerga no vidrinho mesmo.



E o Vegas é um vinho não muito escuro, com um fundo cereja avermelhado. Digo vinho não muito escuro porque não considero ele um vermeeelho, ele fica um bocado escuro a ponto de poder chamar mais de vinho do que de vermelho. Sei que na foto que eu tirei com ele na iluminação do dia no banheiro, ficou bem escuro. Em peles mais morenas, pode ser que fique mais claro e aparente ser mais vermelho.



Ah, as embalagens da Maxlove vivem mudando. As do Boca e Jaboticaba são comuns, já as do Brun e Vegas são mais estreitas embaixo e larguinhas em cima, tipo as da Tracta. Foi o modelo que eu achei mais bonito, mas sei que já mudaram de novo.  
E outra coisa importantíssima de falar: O CHEIRO. Ai deuses, esse cheirinho de Bubbaloo de uva é MUITO bom, dá vontade de comer o batom, honestamente. Já vi muita gente reclamando de batons com cheiro, mas até prefiro que tenha do que seja aquele troço com cheiro químico que dá até medo de usar e cair sua boca, como os da Dailus. 
Então, por hoje é isso, pelo menos essa resenha não ficou tão imensa como quando faço resenha de livros, claro hahaha.
Espero que tenha dado pra passar as informações certinho e que tenham gostado dela e das fotos, se tiver alguma coisa mais ou menos, relevem porque é minha primeira resenha de make haha, claro que o propósito é ir melhorando. Qualquer dúvida, só comentar :) E please, não reparem na alteração do tom da iluminação, é que a porcaria do sol aparecia e sumia toda hora, daí algumas ficaram com tom mais quente e outras mais frio.

Besos!

MINHA MINA


Hoje é dia de um post muito especial aqui no blog. Postei esse texto no meu Insta (@yasmayfair), e como já teve um outro post dedicado a uma das minhas filhas antes (link aqui), achei que claro, esse também deveria ir ao ar. Foi postado dia 12 de outubro, agora já passou da meia-noite e é dia 13, mas como ainda não dormi, continua sendo 12 pra mim então é válido. Foi difícil enquanto eu escrevia pelo celular porque chorei muito e não queria me prolongar, são minhas palavras mais sinceras. Ei-las: 

Hoje fez sete meses sem você. Até então eu não conseguia postar foto nem nada, tamanha era a dor. Ela continuará, mas você merece as melhores palavras que eu conseguir escrever. Quem tem gato sabe que a ligação com eles é uma coisa única, quase espiritual, é impressionante. Eu não digo que você era a melhor gata que qualquer pessoa poderia ter, mas tenho convicção que você foi a melhor que eu poderia ter. Feitas uma pra outra, eu e você. Minha companheira de dormidas até tarde ou de ficar acordada de madrugada, de se empoleirar na minha escrivaninha enquanto eu desenhava e de leituras durante a tarde ou antes de dormir. De cochilos e ficar perto do computador enquanto eu estudava, de refeições com a tampinha do iogurte que você gostava tanto, de andar pelo quintal. De me consolar quando eu estava triste. 
E sem você tudo perdeu um pouco da graça e meu coração perdeu um pedaço, sempre vai existir essa pontada de saber que não te tenho mais comigo. Eu achava que íamos passar tão mais tempo juntas... E foram só 4 anos e meio. É tão pouco perto do que eu achei que seria, e ao mesmo tempo vivemos tanta coisa. 
A cada vez que você vinha na minha direção quando eu chamava ou não, quando miava na porta do meu quarto querendo entrar, quando eu saía do banho e você estava do lado de fora do banheiro me esperando, no mesmo instante eu era a pessoa mais feliz do mundo. Esses 4 anos foram alguns dos mais felizes da minha vida, porque você estava neles. E mesmo com tanta tristeza, dor e saudade, eu não posso deixar de agradecer à Divindade por ter me escolhido e através da minha vó, te colocado nas minhas mãos naquele 23 de dezembro, aquela bolinha de pelo maltratada e bravinha, que eu apertei e fiz carinho até se acalmar. E que eu amei e cuidei até virar uma das coisas que eu mais amei na vida, e por quem fui tão amada de volta. 
De onde você estiver, obrigada por tudo e me perdoa por cada minuto, cada segundo que eu desperdicei longe de você e tudo que eu poderia ter feito e não fiz. Meu amor vai ser como a minha saudade: infinito e pra sempre. Espero pelo dia em que estaremos juntas de novo. Minha amiga, minha companheira, minha filha, minha Mina. 
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