16 janeiro 2015

Resenha: A Filha do Sangue + coisas lindas recebidas


Já estamos em 2015 e eu só voltei a postar hoje :( Shame on me! Estive muito ocupada do final do ano passado pra cá, me matando de estudar (porque sim, a faculdade acaba mas os estudos não, argh) e tive que deixar o blog de lado nas postagens, mas já tinha resenhas prontas pra postar, e muitas fotos e tal. 
Fora que recebi muitas coisas maravilhosas das editoras parceiras, Sextante, Arqueiro e Saída de Emergência, então vou mostrar aqui também! Mas primeiro, vamos à resenha de A Filha do Sangue: 

Editora: Saída de Emergência
Páginas: 430
Nota: 
O Reino Distorcido se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia - a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.




Esse era um livro que eu estava louca pra ter em mãos. Li muitas resenhas sobre ele, a maioria cheia de elogios, dizendo que o livro é incrível e que nunca leram algo parecido antes, e só vi umazinha falando não tão bem dele. E cheio de temas polêmicos como sexo, incesto, pedofilia, dominação e outras coisas, além de ser definido como do gênero "dark fantasy", algo que até então eu não sabia que existia, obviamente me deixou bem curiosa.  
O difícil é fazer uma resenha curta e rápida porque o universo onde a história se passa é bem complexo e detalhado.
No Reino dos Sangue, a sociedade é dividida em castas. As pessoas, ou Sangue, mais poderosos, se utilizam de Jóias, que são pedras preciosas as quais lhe conferem poderes. Há também os mais fracos, que não possuem Jóias, porém o foco do livro não é neles. 
A história se passa entre os Sangue mais poderosos, que são de várias raças diferentes, e dentro de 3 territórios: Terreille (a Terra), Kaeleer (a zona intermediária) e o Inferno.
Esse Reino das Trevas há muito se encontra corrompido pelas Rainhas, mulheres poderosas com sede de dominação, que escravizam e brutalizam os Sangue (que antes eram protetores do Reino) machos mais poderosos, desde a infância, para que sejam seus escravos (inclusive sexuais...), e eliminam sem pena qualquer uma que possa vir a ser uma ameaça. 
Porém foi profetizada a chegada de uma pessoa especial, uma Feiticeira, o título mais alto dentre as  Sangue que usam Jóias, dona de um poder inimaginável, e que traria equilíbrio à já tão corrompida sociedade dos Sangue. 


Então é desse ponto que a história se desenrola. No decorrer do livro somos apresentados a Daemon, Saetan e Lucivar, e a narrativa é sempre do ponto de vista deles. São os machos mais poderosos do Reino, e, sabendo que a chegada da Feiticeira será em breve, se preparam para serem seus servos. Ficam ansiosíssimos por ela, jurando lealdade eterna e tal. O que eles ainda não fazem idéia, mesmo sentindo por diversas vezes o poder dela, é que a Feiticeira é ainda uma menina de 12 anos, inocente, jovem e vulnerável, podendo ainda ser muito influenciada e moldada. Em resumo, ainda uma criança. Seu nome é Jaenelle Angeline, e aos poucos, todos os três irão travar contato com ela. Daemon e Saetan serão os mais próximos, pois Saetan será seu tutor, pois a vê como a "filha de sua alma", e Daemon acaba se tornando um amigo muito próximo. 


Daemon e Lucivar são irmãos por parte de pai, no caso, Saetan (sim, não suspeite do nome, é isso mesmo, Saetan é O Senhor do Inferno), que, ao contrário dos filhos, já está morto (embora isso não faça diferença na história). Daemon e Saetan são os únicos machos do Reino a usar a Jóia Negra, a mais forte e poderosa de todas. 
Saetan é um ótimo personagem, e a medida em que vai interagindo com Jaenelle, vamos nos afeiçoando a ele.
Daemon, conhecido como Daemon Sadi, o Sádico, foi por muito tempo uma incógnita pra mim. Se mostrava frio e distante, mas assim como Saetan, é ao longo de seu relacionamento com Jaenelle (e outros personagens secundários) que vamos conhecendo-o melhor, e também acabei me afeiçoando muito a ele. Deu pra notar que é alguém injustiçado, que nunca mereceu tudo o que sofreu nas mãos das Rainhas (por exemplo, os machos escravizados não podem ficar fisicamente excitados, pois usam um Anel de Dominação localizado "naquele" lugar, onde a Rainha pode enviar descargas de dor imensa com o fim de controlá-los), mas que tem em Jaenelle todas as esperanças de servir a Feiticeira, alguém justa e digna. A relação dele com Jaenelle é muito carinhosa e cheia de cuidados. Ele sente uma inevitável atração de alma por ela, por saber que dentro do corpo jovem está a alma milenar e poderosa da Feiticeira, a quem está destinado a servir, mas sabendo de que ainda é Jaenelle, uma criança, a trata com todo o respeito possível, e por vezes, como uma criança deve ser tratada. 
Falando em Jaenelle, senti falta de a narração ser do ponto de vista dela, e ela demora a aparecer na história mas ok. Pra uma menina de 12 anos, portadora de um poder tão grande, a achei sábia, corajosa e agindo de acordo com a sua idade. Sua história é muito interessante pois ela é por vezes internada no Hospital Psiquiátrico Briarwood desde pequena, já que sua família acha que seus dons são esquisitices e maluquices de uma mente perturbada. Futuramente são reveladas coisas chocantes sobre esse hospital, e tudo o que passamos a ter é, além de tudo, muita pena de Jaenelle. 

Favor não reparar na minha pinha de decoração que usei pra segurar a capa haha. 
Sobre os temas polêmicos que eu citei lá em cima, achei bem dosados, nada exagerado ou que te faça querer tacar o livro longe, e fazem total sentido na história. Eles não são retratados como se fossem coisas "normais", longe disso. É que a sociedade dos Sangue está MUITO corrompida, e pra essas pessoas vis e corrompidas, aí sim são tidos como normais. Mas ainda existe bondade e quem não concorde com essas coisas, como os personagens centrais do livro. No fim, as polêmicas são um bom pano de fundo que ajuda a dar profundidade e seriedade à história. 


Minhas únicas críticas ao livro é que poderia haver um mapa para explicar melhor a localização de cada reino e tal, e o ritmo da história no começo é um pouco lento e parado. E, como são muitos detalhes na história, vez ou outra fiquei meio confusa com a hierarquia das castas, a quantidade de personagens e o funcionamento do poder das Jóias, mas nada que uma relida atenta no trecho não resolva. E o livro vem no início com uma lista explicativa dos principais personagens e das Jóias. 


Enfim, o que dá pra falar é que concordo com as resenhas elogiando o livro, a história, os personagens e a originalidade. De fato nunca li algo parecido antes, que constrói esse gênero de fantasia de uma forma completamente nova. A escrita da autora é fluída, bem construída e por vezes muito bonita em certas passagens. Os personagens são cativantes e originais (não acontece aqui aquilo de que a história é boa mas os personagens ruins), e da metade do livro adiante vão acontecendo muitas coisas e você não consegue mais largar. O final teve coisas muito "OMG" ocorrendo e me deixou curiosa pra uma continuação. Enfim, se querem um livro realmente diferente e que te deixe impressionada com a história, corra pra ler A Filha do Sangue! *_* 
E as últimas fotos foram da orelha e capa internas que são uma atração à parte, deixam o livro muuito mais lindo, a Saída de Emergência tá de parabéns pelo trabalho! 

E agora, às coisas maravilhosas recebidas pelas minhas amadas e queridas editoras parceiras:

Foco no Pocket Jamie.
Essa aqui foi postada no meu Instagram (segue lá! :D). Foi praticamente um presente de Natal porque chegou no dia 23 haha! Fiz o pedido pra ed. Saída de Emergência, porque tava LOUCA, SURTADA pra ler Outlander, gente. E pra ed. Sextante, o livro do Ana Maria Brogui, pois conheço o canal há muito tempo e vivo assistindo e babando nas receitas (inclusive meu jeito de fazer resenha dele vai ser fazendo as receitas hoho). #nomnomnom 
E essa coisa pequena, meiga e singela no meio dos livros é o Pocket Jamie! :3 Veio junto com o mousepad e o button de Outlander que aparecem nas próximas fotos. 


E aqui tem coisas das 3 editoras: há uns dias atrás recebi uma carta da Arqueiro, desejando um feliz 2015 e enviando o típico e maravilhoso calendário, como enviou no ano passado também. E junto, da Saída de Emergência vieram um button do segundo volume da série Outlander (A Libélula no Âmbar), um marcador magnético de Outlander (que coisa LINDA E GENIAL  dá até pena de usar e só pregar na geladeira haha) e um aviso de portas do Manual do Mundo (que saiu pela Sextante). 
E ainda falando em Outlander, esse mousepad LINDO está de intruso na foto porque a SdE também me mandou há um tempinho mas quis que ele aparecesse aqui PORQUE É MUITO LINDO ♥ ♥ ♥ (reparem que já peguei um amor por Outlander sem ainda ter lido ou assistido, quando isso acontecer acho que vou infartar hahahaha). 


Junto com o mousepad da foto de cima, a SdE tinha enviado o primeiro button dessa foto, e agora enviou mais um, do segundo livro da série. 

Enquanto eu tirava as fotos, alguém dava duro na minha cama. 
Foco no Pocket Jamie ♥ 


Finalizando, uma amostrinha de como é o calendário por dentro. (e opa, esse A Música do Silêncio, contando um pouco da história da Auri que aparece em A Crônica do Matador do Rei/vulgo O Nome do Vento, já quero hein *-*). 
E muito obrigada às queridas Arqueiro, Saída de Emergência e Sextante, que mandam coisas maravilhosas quando eu solicito e quando não estou esperando também! É muito bom ter vocês junto com o blog! :) 

 Hasta! 

02 dezembro 2014

Resenha: A Promessa do Tigre


I'm back! A resenha de hoje não era pra sair hoje, mas a esperta aqui, enquanto fotografava A Filha do Sangue (que era a resenha que deveria sair primeiro), tirou mil fotos e esqueceu de tirar da contracapa, que merece porque é muito linda. Então, pra não ficar aquele post enorme, vai ser um de cada vez, e aí passei A Promessa do Tigre na frente.

Editora: Arqueiro 
Páginas: 117
Nota: 
Antes da maldição, uma promessa. Mais de 300 anos antes de Kelsey surgir na vida de Ren e Kishan, houve outra jovem. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram. Criada longe dos olhos da corte, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai Lokesh e esconder seus poderes. Ao completar 16 anos, ela é surpreendida por um anúncio do rei, que acredita que um casamento entre a filha do comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região. Então, pela primeira vez ela enxerga uma esperança, e a chance de poder ser livre de Lokesh e seu confinamento. Mas ele vê no casamento uma oportunidade para atingir seus objetivos sombrios. A Promessa do Tigre conta a origem dos acontecimentos que levaram às aventuras da aclamada série A maldição do Tigre.

 A Promessa do Tigre é um prequel, ou seja, uma prévia dos acontecimentos da saga dos Tigres. Se você ainda não a leu, pode ler que não tem spoilers nem nada, mas se você já leu e ama, A Promessa é leitura OBRIGATÓRIA e te fará ver muitas coisas com outros olhos. 
O livro conta a história de Yesubai, o primeiro amor de Ren e Kishan, por quem eles brigaram, e peça-chave para que fossem amaldiçoados. 
A gente sabe que ela era filha do surtado do Lokesh, o vilão mais megalomaníaco e cruel de que se tem notícia haha. Porém aqui, por ser pai dela, ele aparece muito mais, e vemos mais ainda como ele é louco, maligno, detestável e tudo o que se pode falar de ruim de alguém. A coitada Yesubai vive presa e sob vigilância constante, podendo contar apenas com a amizade de Isha, uma senhora que a cria desde bebê, quando sua mãe morreu no nascimento (e claro que na verdade a mãe foi morta por Lokesh). O que Lokesh não sabe é que, como ele, a filha também tem poderes, mas, espertinha, os esconde do pai. 
Então, quando Yesubai tem 16 anos, numa festa dada especialmente pra ela, é surpreendida por um anúncio do rei de seu reino, que pretende oferecê-la em casamento a outro pretendente importante, visando diminuir as guerras na região. Yesubai fica feliz com a notícia, pois é sua única chance de se livrar do domínio do pai e viver longe dele. Lokesh também não sabia disso, mas dá um jeito de obter vantagens para seus planos. Nessa festa, Yesubai vê Kishan de longe e se apaixona à primeira vista por ele, que não a vê e parece o único homem alheio e desinteressado no anúncio de casamento. Daí, depois disso Lokesh vai se aproximando do reino dos Rajaram, com o intuito de pegar os pedaços faltantes do Amuleto de Damon que estão com Kishan e Ren, sempre usando Yesubai em suas manobras. 


Minha opinião sobre ela, antes de que era uma garota fraca, falsa e manipulável, mudou bastante. Infelizmente aqui ela continua sendo vítima do pai, pois ele a chantageia constantemente, ameaçando sua amada Isha (a única pessoa no mundo que a tratou com amor e em quem pode confiar), de que se Yesubai não seguir fazendo tudo o que ele quer, Isha é quem sofrerá terrivelmente. Lokesh a ordena matar Ren (seu noivo), mas mesmo não o amando, ela teme pela vida dele. E após, ameaça a vida de Kishan, seu verdadeiro amor. O que fazer então?
Yesubai não tem muito para onde fugir, mas é esperta e sempre tenta contornar os planos do pai, mesmo sabendo que corre grandes riscos, não deixa de tentar agir. Sinceramente, a achei mais decidida e menos mimizenta que a chata da Kelsey. Além disso, Yesubai sabe das coisas, manja dos paranauê e é Team Kishan minha gente! \o/
Dá pra notar também que Ren passou a amá-la, mas era um amor não correspondido, pois muito antes de ser prometida em noivado a ele, ela conheceu Kishan e se apaixonou por ele de cara. Ele também se apaixonou por ela, e mais doce e romântico do que nos outros livros da Saga (pois ainda não tinha sido amaldiçoado), parecia disposto a qualquer coisa pra ficar com Yesubai. Eeee falando no nosso querido tigre de ébano, ele aparece muito nesse livro! Muito mais que o Ren, yay! E falando em Ren, se nos livros da saga parecia que era Kishan quem atrapalhava Ren e Kelsey, aqui fica claro que Ren é que atrapalha Yesubai e Kishan.

E o final, bem, infelizmente todo mundo que leu a saga sabe que Yesubai morre. Eu sinceramente esperava muito que acontecesse algo diferente, pois me afeiçoei muito a ela, pois mesmo sendo uma vítima das circunstâncias e do pai, acreditou e fez o que pode para salvar quem amava, achando que conseguiria. E o casal que ela forma com Kishan é lindo e dá muita pena pelo que acontece no fim e como acontece. Muita MESMO, enchi os zói d'água. 


Enfim, é um livro essencial pra quem ama a saga dos Tigres. Dá pra entender bem porquê Kishan era tão revoltado com a vida, e também sua grande briga com Ren. E dá pra ficar amando o Kishan mais ainda, se você sabe das coisas e também é Team Kishan hoho.  
A escrita de Colleen está, em muitos momentos, mais bonita e descritiva ainda, te fazendo imergir na história. Outra coisa legal é que os pais de Kishan e Ren aparecem muito mais. Adorei a minha sogrinha Deschen hahaha, muito mais legal do que como os Tigres a descreviam. E o livro é curtinho, 117 páginas só (e a Arqueiro manteve a edição linda com a capa metalizada e em alto relevo, e ainda usou um papel grossinho com um cheiro uma delícia haha, e que deixou o livro mais bonito ainda). Fora que a leitura e os acontecimentos te deixam presa, e num dia você leu tudo! Aliás, o único defeito do livro é que devia ser maior, sinceramente. Então, pra quem já é Tiger e pra quem pretende ser, LEIAM SSAPORRA!

Hastaa~

08 novembro 2014

Resenha: A Seleção


Sempre fico meio perdida quando tenho que resenhar algum livro "best-seller", muito hypado ou algo do tipo. E ainda mais quando mesmo depois de ler, a minha opinião não ficou muito clara... É o caso de A Seleção. Quando decidi comprar (em junho de 2013) e ler (muito tempo depois da compra), confesso que foi também porque a história me pareceu legal e um pouquinho inovadora, mas um outro grande motivo foi pra saber WHYYY ele estava fazendo TANTO sucesso. E bem, se demorei a fazer essa resenha, já dá pra notar minha empolgação ao escrever sobre A Seleção, né mesmo? :)
P.s.: essas fotos que ilustram o post foram tiradas com o pisca-pisca rosa que disse que comprei em outro post (queria o vermelho mas ele era praticamente laranja, e o rosa estava mais pra vermelho do que pra rosa...)

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Páginas: 361
Nota: 
Num futuro que se passa em Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças para decidir quem se casará com o príncipe é a chance de ser alçada para um mundo de luxo, conquistar o príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Mas para America Singer, uma artista da casta Cinco, ser Selecionadas é um pesadelo, pois terá que deixar Aspen, seu namorado secreto, e a sua família. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então ela conhece pessoalmente o príncipe. Cheio de qualidades, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre seus planos e vê que podem se tornar algo com o qual ela jamais sonhou.


Ultimamente tenho ficado meio rigorosa com os livros que leio haha. Com A Seleção não foi diferente. Como eu disse, metade de querer ter lido foi pra saber os motivos do sucesso do livro. Então, temos: 

1) A história, que se passa no Estado Americano da China. A organização política é um tanto quanto confusa, e esse Estado me pareceu ser um continente ou um país, com outro país dentro (?), no caso, Iléa.  Aí vem essa coisa do futuro distópico e blá blá. Gente, já deu isso, não? Criativade wins pra galere do YA aí. 
2) Daí esse país tem a sociedade dividida (oh) em castas (ohhhh). Criatividade manda beijos, abraços e uma caixa de bombons. E essas castas, como o próprio nome diz, vão da mais baixa à mais alta. America faz parte da casta Cinco, a dos artistas, e vive passando por dificuldades com a sua família. Aspen, seu namorado secreto, é da Seis, uma abaixo da dela, que serve para prestar serviços pesados às outras castas, como faxina, limpeza etc. P.s: não entrou na minha cabeça isso de terem que esconder o namoro. Que criancisse. 
3) A mãe de America é uma chata insistente que quer que a filha entre de qualquer jeito na Seleção, e America não quer de jeito nenhum. Mas quando Aspen, o chato do Aspen, numa atitude linda e altruísta (só que não), termina com America por amá-la muito e ter certeza de que não dará uma boa vida a ela (ok, porque só o homem é responsável pelo sustento da casa, aham, sentá lá Aspen), ela chuta o pau da barraca e se inscreve nesta mierda de Seleção. E aí ela é escolhida, e tudo começa.


America é uma protagonista morna no começo, chega a ser chatinha, e no início da Seleção seu primeiro contato com Maxon dá vergonha. Pra quê tanta falta de educação à toa? Por causa de uma crise de pânico maluca que surgiu do nada? Que menina louca, pelamor. Mas depois, felizmente ela melhora e se torna uma protagonista até digna. 
Maxon, por sua vez, é um fofo, todo tímido e sem-jeito com as garotas, pois nunca namorou e blá blá. O diferencial dele, como mocinho de YA, é justamente porque ele não é nenhum Ren/Kishan/Jace da vida, que sabem do próprio potencial e o usam pra fisgar o coração da cocota escolhida. Nisso, felizmente a autora foi criativa, pois Maxon foi um personagem de YA bem raro de se ver, e eu gostei disso. Mostra que os mocinhos de YA não precisam ser daquele tipo conquistador desesperado e jogador de charme e cantadas o tempo todo pra conseguir conquistar o amor de alguém.
A relação dele com America é interessante pois ela deixa claro que não quer estar ali mas o faz pela família (já que a cada semana que as Selecionadas ficam, as famílias recebem ótimos pagamentos), e ele concorda, e contará com a ajuda dela para escolher a melhor candidata a Rainha. Mas acabam ficando tão próximos e se conhecendo melhor, sem ter que manter as aparências devido ao trato que fizeram, que um vai agradando do outro... E aí, já viu né.


Um adendo rápido para a parte política: tem essa coisa de ataques rebeldes, mas achei muito mal construída e elaborada, não senti drama nem ameaça de verdade com nenhuma das facções descritas. Me pareceu que isso foi só pra dar uma seriedade e algo de perigo à história e não deixá-la rasa, mas, epic fail, pois a autora não alcançou muito bem o intuito. Assim como as intrigas palacianas das candidatas. Ok que existem pessoas dissimuladas nesse mundo, mas achei MUITO filme norte-americano adolescente cada intriguinha que surgia, e as personagens meio rasas e sem aprofundamento. 

Resumindo: A Seleção tem uma história boa, mas mal aproveitada e um pouco "infantilizada" ou "adolescentizada" demais. Seria MUITO melhor se a autora soubesse amadurecer os personagens (até em questão de idade) e o contexto onde tudo se passa, pois daria mais veracidade à história. Além disso, é escrito em primeira pessoa, o que passa a impressão de ser mais "diário de adolescente" ainda. DETESTO narrações em primeira pessoa. Ainda tem o fato de que a escrita de Kiera Cass é mediana, executada meio "nas coxas", muito simples e tal, mais um pouco e eu poderia dizer que é um livro "mal escrito".
MASSSSSSSS eu reconheço que a história é boa, criativa (apesar das ressalvas feitas lá em cima, como essa coisa de sociedade dividida), tem potencial pra melhorar, tem protagonistas legais e o final me deixou MUITO MUITO MUITO curiosa pra saber o que vai acontecer. Por causa da fila literária, devo demorar um pouco pra ler A Elite,  que é o segundo volume, mas com certeza lerei.
P.s.: O trabalho de edição do livro ficou lindo! A capa já é maravilhosa (a decoração do começo de cada capítulo também é caprichada), e o cheirinho das folhas, muuuito bom *cheiradora de livros viciada*. E achei o tamanho ótimo, assim como o espaçamento do texto, que não faz a leitura ficar cansativa (pelo contrário, você lê pra caramba sem se dar conta).


Nossa, num tô aguentando o Blogger acabando com a qualidade das fotos. Ele não era assim, agora deu pra fazer isso, que merda. Essa última foto é onde as cores originais aparecem, sem edição (quase) nenhuma haha. Mas editei porque só assim dava pra ver melhor as cores da capa do livro e aí combinaria melhor com elas.

Hasta o próximo post :)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
© KURONEKO - 2013. Todos os direitos reservados.
Criado por: Yasmin Berardinelli.
Tecnologia do Blogger.
imagem-logo